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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Dirigindo de cara nova!


 Olá meus amigos, hoje inicia uma nova fase do blog Dirigindo “comigo”. Na verdade é uma cara nova e o fato de o blog passar a fazer parte, de fato, desta grande casa que é o portal do Jornal da Paraíba. É claro que o prazer continua sendo meu, que testarei os melhores carros do Brasil (e os nem tanto) para comentar e dividir com vocês a experiência.

Quero, no entanto, convidar os leitores a comentar e sugerir pautas para que possamos fazer deste espaço um lugar de serviços. Aliás, aproveito para anunciar uma série de vídeos em que vamos dar dicas de manutenção e pequenos consertos para ajudar no dia a dia dos motoristas mais e menos experientes.

Sendo assim, daqui para frente para continuar lendo meus artigos, notas e notícias o endereço em vigor é o seguinte: http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/dirigindo.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

SsangYong New Actyon Sports testado em João Pessoa




O dragão coreano da SsangYong chegou a João Pessoa e tenta ganhar o mercado das caminhonetes médias. E competindo com Chevrolet S-10, Mitsubishi L-200, Nissan Frontier entre outras, o carrão tem como vantagem inicial o preço. Sua versão básica tem transmissão automática ou manual de seis velocidades, motor diesel 2.0 EXDI de 155 cv e sai por R$ 89 mil.

Quem conheceu o primeiro Actyon Sports que chegou no Brasil vai lembrar da frente, no mínimo, excêntrica do modelo. Ela mudou e traz uma grade mais tradicional hexagonal com o símbolo da marca no centro. Outra mudança perceptível é a redução do ruído do motor. Apesar de ser um carro movido a diesel, a caminhonete é bastante silenciosa.

Do lado de dentro, os orientais fizeram um trabalho interessante. Esteticamente o painel é bem simples. No entanto, tem toda a tecnologia embarcada que se espera de uma versão moderna de carros urbanos. O que inclui conexão via Bluethooth com o celular, por exemplo. No entanto, deixa a desejar no conforto quando oferece apenas ajustes manuais para as poltronas e não oferece sensores de estacionamento.
Com cabine dupla, a New Actyon Sports levou dois anos e meio para ter sua remodelação concluída e consumiu investimentos em torno de US$ 90 milhões. O novo estilo da carroceria leva a assinatura do renomado estúdio do designer italiano Giorgetto Giugiaro.

Entre os equipamentos disponíveis na picape, estão o ar condicionado automático, controle de cruzeiro (ACC), bancos aquecidos com opção em couro e teto solar. Para a segurança do condutor, a caminhonete tem tração 4x4 Partime (4x2 em condições normais para economia de combustível, 4x4 Hight, que aumenta a estabilidade em terrenos escorregadios e 4x4 Reduzida, para maior potência em baixas velocidades) com ESP (controle eletrônico de estabilidade).

A montadora sul-coreana desembarcou no Brasil em 2001 e tem 54 revendas através da Districar Distribuidora e Importadora de Veículos Ltda., pertencente ao grupo português Tricos SGPS S.A. Na Paraíba, a marca que significa Dragões Gêmeos em coreano, está sob os cuidados da JCarneiro Concessionárias.

Texto publicado originalmente no Jornal da Paraíba de 24/05/2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ix35 made in Brazil


Depois de ressuscitar o Tucson no Brasil em 2005 com a produção na versão flex nacionalizada, a Hyundai Caoa tenta repetir a dose com outros crossovers. O primeiro será o ix35, que começa a ser produzido já em setembro e será lançado comercialmente logo em seguida.

Mais uma vez trata-se de um modelo já presente em outras “praças”, no caso, o da Coréia do Sul. Por isso mesmo, não terá o visual da versão reestilizada apresentada há pouco no tempo no exterior.

A motorização permanece a mesma: o conhecido 2.0 16V flex de 169/178 cv (adotado em abril de 2012). O que ainda não se sabe é se o câmbio manual de seis marchas será oferecido, podendo a fábrica optar por oferecer apenas o automático de seis marchas.

Novamente, a história do Tucson se repete, a produção nacional vai focar no 4X2 com tração dianteira mesmo com a versão importada oferecendo motor V6 e tração integral.

Atualmente, o ix35 é vendido por valores entre R$ 85.260,00 e R$ 98.171,00. Um site especializado em “vazar” segredos da indústria automotiva no Brasil, que já havia antecipado a informação da nacionalização do ix35, adiantou que o próximo da lista de nacionalizados é o crossover maior Santa Fé, que foi lançado recentemente em nova geração.

Texto originalmente publicado no Jornal da Paraíba de 19/05/2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

Novo Kia Cerato testado em João Pessoa; veja fotos e vídeo



Chegou à Paraíba o Novo Kia Cerato. Ele veio com a nova grade padrão da marca e faróis de led, além de linhas novas que, juntos, dão cara nova ao modelo. Se o Cerato já buscava concorrer com o Honda Civic, a partir de agora terá mais armas.

As principais mudanças são estéticas, mas o motor 1.6 flex ganhou mais fôlego, ainda mais quando abastecido com álcool, que gera 128 cavalos de potência. Os paddle shifts de seis marchas também deram nova dinâmica na dirigibilidade. Agora, eles conseguem mudar as marchas mesmo com o câmbio no automático.

Assim como seus concorrentes, o Cerato implantou ar-condicionados dual zone e até saídas de ar para os passageiros do banco de trás. Conexões via USB e com produtos Apple também já são possíveis. O que os coreanos ficaram devendo foi conexão via Bluethooth com os celulares.


Mas na verdade o que torna o novo Cerato mais atraente não é o fato de ele ser maior, mais baixo e mais estável que seu modelo anterior. Mas sim o preço que torna possível ser dono de um sedã médio com vários itens de segurança, outros tantos de conforto, 5 anos de garantia pagando entre R$ 70 mil e R$ 75 mil na Paraíba.

Sendo assim, o Cerato passa a ser uma ótima opção para quem busca o melhor custo benefício nesta categoria. É claro que é possível apontar problemas, como a suspensão muito dura para as ruas esburacadas de João Pessoa ou a “gritaria” do motor em altas rotações dentro da cabine.

Mas isso é facilmente esquecido com a boa resposta do motor dentro e fora da cidade e pela estabilidade extra do carro em curvas e esticadas na estrada. Parte do motivo dessa disposição vem do aumento da aplicação de aço de alta resistência no chassi que acabou por reduzir o peso final do carro.

A Concessionária Dumar, na estrada de Cabedelo, já vendeu vários desses carros e emprestou um modelo automático para ser avaliado nesta publicação. O Cerato é muito confortável para rodar na cidade. O motor responde rapidamente e o volante, menor que a média e com ajuste de altura e profundidade, dá uma sensação de carro esportivo.

No fim, se o Cerato já era uma boa opção de sedã médio no Brasil e agora ganhou ainda mais qualidades que tornam ele mais próximo dos seus concorrentes mais caros mantendo o preço de sempre.

* Texto publicado originalmente no Jornal da Paraíba de 12/05/2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Honda lança CR-V 2013 a partir de R$ 98.900

Essa semana a Honda divulgou informações sobre a linha 2013 do CR-V, que chega com motor 2.0 flex, o Flex One sem o tanque de partida a frio. Com 16 válvulas e comando variável, ele tem 155 cv e 19,5 kgfm de torque com etanol e 150 cv e 19,3 kgfm de torque com gasolina. E para compensar a autonomia menor do álcool, a Honda a capacidade do tanque de combustível cresceu para 71 litros (antes eram 58 l).

O CR-V 2013 chega às lojas no próximo mês nas versões LX 4x2, a R$ 98.900, e EXL 4x4 (R$ 114.900), ambas com câmbio automático de cinco velocidades. A versão LX incorpora sistema Bluetooth no rádio e a chave canivete, agora item de série nas duas versões, recebe alarme ultrassônico.


Para eliminar o tanquinho de partida fria, um conjunto de aquecedores na linha de combustível torna a temperatura adequada para combustão imediata logo que as portas do carro são destravadas.

As duas versões são equipadas ainda com freios ABS com sistema EBD, que distribui a força de frenagem de maneira uniforme. O modelo "topo de linha" (EXL) se diferencia também por ter assistente de saída em rampa, direção elétrica adaptável ao movimento e seis airbags.


No entanto, a inclusão das tecnologias encareceu o veículo para o brasileiro. O valor do modelo de entrada (LX) é cerca de 13% maior que o preço de tabela no final do ano passado, quando era de R$ 86.915 na versão 4x2 com câmbio automático. Já o carro com tração 4x4 ficou 12% mais caro, já que custava a partir de R$ 102.160.

Em falta nas concessionárias desde o final de 2012, o CR-V vendeu apenas 26 unidades remanescentes do estoque neste ano – em março foram apenas dois emplacamentos, de acordo com a Fenabrave.

Texto publicado orginalmente na coluna Autonews
da edição de 7 de abril de 2013 do Jornal da Paraíba.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Importados mais acessíveis a classe média

Não sei se os carros nacionais ficaram mais caros, ou se os importados ficaram mais em conta. Só o que sei é que a disputa entre eles agora aumentou no Brasil. Antes considerados veículos de luxo, os carros estrangeiros passaram a ditar as tendências por aqui, principalmente quando se trata de itens inclusos.

Mesmo com um pequeno recuo nas vendas dos importados em 2012, comparado a 2011, o ano fechou com um número ainda muito bons apesar do retorno na cobrança de IPI para os carros importados.

Segundo Bruno Ramos, diretor da Kia Dumar, “2012 superou todas as nossas expectativas de vendas”. Acontece que mesmo com o aumento gradativo do IPI, a facilidade da classe média ter um carro importado aumentou.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Freelander2 testada em João Pessoa

Se você passar por alguém em um Freelander na rua e achar ele muito metido, não se aborreça, a culpa é do carro. Essa semana eu pude experimentar o Freelander 2 e a sensação de quem dirige aquele carro é uma só: poder!

Com suas rodas de liga leve de 19 polegadas, a SUV inglesa fica a pouco mais de dois palmos de altura do chão, mas quem está dentro consegue ver o que acontece vários metros e carros a frente. A robustez do carro parece dar superpoderes. Você tem a impressão de que pode sair passando sobre os outros carros, atravessar canteiros e muito mais!

Mas calma, como diria o tio de um fotógrafo amigo meu, com grandes poderes vêm também grandes responsabilidades. Nem eu fiz nada disso, nem estou dizendo para ninguém fazer. Só digo que nós, donos de Land Rovers e jornalistas que testam carros, sentimos que podemos fazer. Apenas um sentimento.

Sem falar na força. O carro testado era um HSE a diesel com 190 cavalos de potência e câmbio automático com seis marchas. Isso traduzido para o usuário significa que ele tem mais força do que você vai usar na grande maior parte do tempo, mas tem marcha suficiente para garantir que essa potência não queime demais o seu dinheiro.

E o conforto? Bancos em couro, regulagem elétrica com pelo menos sete tipos de ajuste para o motorista e cinco para o passageiro da frente. Aliás, preciso de lembrar de encomendar um desses bancos para usar como poltrona em casa.

Agora, nem tudo são flores. Para um carro de R$ 200 mil, eu esquentei demais a cabeça. E foi literalmente. Com dois tetos solares, um acima do banco dianteiro e outro do traseiro, o sol do meio dia chega com força nas cabeças dos ocupantes. Isso porque mesmo quando completamente fechada, a tampa interna é feita de um cortinado que deixa passar a luz.

Além disso, mal acostumado que fiquei ao testar o Evoque, senti falta de mais tecnologias embarcadas. O sistema de entretenimento Alpine com 14 alto-falantes e um amplificador de 12x40W é compatível com MP3, tem entrada para cabo auxiliar, se conecta via Bluetooth com smartphones, mas não interage com vídeos e músicas guardados nele. Também já há na casa tecnologia para deixar touchscreen mais sensível e, portanto, com melhores respostas.

Ok, ok, sei que estou sendo abusado por estar achando defeitos em um Land Rover, mas posso garantir que após passar três dias usando o Freelander, a experiência trouxe muito mais sentimentos bons que ruins. Na verdade, o pior momento com ele foi quando tive que devolvê-lo à Rota Premium no fim dos testes.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Kia Picanto testado em João Pessoa

O Kia Picanto é desses carros que você precisa conhecer nem que seja para usar como parâmetro de comparação. O hatch compacto coreano tem a proposta de ser o mais barato entre os premiuns (ou mais caro entre os básicos) com itens que vão de Airbags de série em todas as versões até o teto solar, na top de linha.

E o carrinho não fez feio. Desde de sua chegada ao Brasil, em 2006, o Picanto é sucesso de vendas da Kia. Até hoje ele só perde para a enxurrada de Bestas que foram vendidas há alguns anos, segundo o Bruno Luiz, proprietário da Kia Dumar, em Cabedelo. Mas a partir deste ano o pequeno coreano vai ter que rebolar, porque com a chegada do primo-irmão HB20, da Hyundai, ele passou a ter concorrente.

Cito especificamente o recém lançado campeão de vendas da Caoa porque todos os demais hatchs compactos brigam entre si pelo espaço de mais barato. Coisa que o top de linha experimentado por Autonews não é. Com direito a led nas lanternas traseiras, teto solar, airbags de cortina na lateral e câmbio automático, o carro custa pouco mais de R$ 44 mil.

Foram apenas algumas horas e pouco mais de 30km rodados com o carro emprestado pela Kia Dumar, mas o tempo foi suficiente para reparar em algumas características positivas e em alguns detalhes negativos do carrinho, no bom sentido.

O Picanto 2013 tem em seu exterior vincos marcantes nas laterais e faróis bonitos. No interior, o ótimo acabamento dos bancos e painel enchem os olhos, mas nada se destaca mais do que a direção, com detalhes que imitam alumínio e são padrão em todas as versões do modelo.

Entrando no Picanto, logo se percebe que o carro, apesar de pequeno, é alto e garante uma boa postura com as pernas dobradas. Apesar de que para ficar confortável, eu, com pouco mais de 1,80m, tive que afastar o banco para trás até o limite máximo, o que deixou pouco espaço para outro ocupante no bando traseiro.



Mas aqui eu chamo atenção para algo de que gostei bastante. As pernas do motorista se encaixam sem problema sob o painel sem deixar nenhum pedaço ameaçando a perna em caso de batida frontal.

A sensação ao dirigir é boa. O motor flex 1.0 de três ciclindros garante, junto com seu pouco peso, cerca de 1,3 tonelada, um ótimo desenvolvimento urbano. São 80 cavalos de potência, segundo a fábrica, quando usando etanol. São cinco marchas nos modelos de câmbio manual e quatro nos de câmbio automático.

Aqui chega mais uma crítica ao Picanto. Não faz sentido a fábrica coreana investir num mercado em que se pretende oferecer carros completos e modernos, ainda que mais caros, e ter um carro “novo” com apenas quatro marchas. Ora, se o forte do Picanto já não é ser o mais econômico, não vai ser esticando as marchas que ele vai mudar isso.

Concordo que marcha automática não é um recurso muito comum em compactos e, certamente, garante o interesse de novos públicos, mas acho que o preço mais alto que os concorrentes já basta. Não é preciso “penalizar” ainda mais os consumidores.


No fim, o Kia Picanto é um carro muito legal de dirigir. E além da boa dirigibilidade é um carro bonito, sobretudo nessa nova versão. Mas o preço dele assusta. Parte de R$ 38.900,00 e pode chegar a incríveis (no pior sentido da palavra) R$ 48.700,00.

Por isso, o Picanto é mais que um carro para quem quer um compacto completo. Ele é uma referência de como todos os carros compactos e básicos deveriam ser. Os nossos compactos nacionais deveriam olhar o pequeno coreano e ter vergonha. O sucesso na venda do Picanto, ou mesmo do HB20 são o reflexo claro de que os consumidores começam a não aceitar mais comprar carros “pelados”.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

2008: Peugeot lança novo crossover


A Peugeot acaba de lançar o crossover 2008 destinado a uma clientela mundial. O modelo será produzido na França (Mulhouse), na China (Wuhan) e no Brasil (Porto Real/RJ). Com motores Diesel e-HDi e 3 cilindros a gasolina, o carro tem emissões de CO2 a partir de 99g/km.

A marca francesa buscou associar a condução de um sedã e a robustez de um SUV. “Com o 2008, a marca dispõe do veículo para consolidar sua posição de líder do segmento na Europa e para conquistar novos clientes na Ásia e na América Latina”, diz Maxime Picat, diretor geral da Peugeot.

“Criar o 2008 foi um verdadeiro desafio, mas já tínhamos uma ideia bem definida do veículo que queríamos oferecer aos clientes. O estilo, definido já nas fases iniciais, não sofreu nenhuma modificação importante até se chegar ao modelo de série”, Eric Dejou, responsável pelo estilo do 2008.

Com sua posição elevada, o 2008 é equipado com pneus Mud & Snow e rodas de 17 polegadas diamantadas com acabamento fosco. Sua forma particular em arco permite assentar o 2008 no solo e ao mesmo tempo sustentá-lo com leveza.

Os para-choques e a parte inferior da carroceria na cor preta ajudam a preservar o veículo, assim como os protetores dianteiros e traseiros e os frisos laterais de aço inoxidável.

A frente adota os códigos estilísticos da Marca. O capô expressa a proteção, a robustez e a leveza do 2008. Os faróis inéditos são projetados levando em conta as funções técnicas. Afilados, eles lembram a pupila de um felino.

As vastas superfícies envidraçadas, incluindo o teto panorâmico, proporcionam um espaço interno espaçoso e aberto para seu entorno.

O porta-malas tem piso baixo e o teto dispõe de uma ondulação dinâmica, inspirado no RCZ. A ampla tampa está enquadrada por faróis fixados na carroceria. Flutuando em seu interior, três “garras” iluminadas por LEDs parecem suspensas.

Texto publicado originalmente na coluna Autonews do Jornal da Paraíba no dia 13 de janeiro de 2013.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Hyundai Veloster testado em João Pessoa

Apesar da política da Hyundai de não emprestar carros a jornalistas para testes, eu tive o prazer de experimentar o Veloster brasileiro. E confesso, foi legal. Mas foi bom principalmente porque me remeteu a outros testes, em outros tempos. Me lembrou quando eu dirigi pela primeira vez um VW Puma.

Vamos lá. Logo de cara, olhando de fora, o que se vê é um carro arrojado, baixo no teto e no assoalho. É um carro pronto para correr. Suas linhas laterais dão a impressão de que o cupê está andando, mesmo que quando está parado. Na frente, uma cara de mau. Exatamente como o VW com carcaça de fibra de vidro.

Ah, mas tem aquela terceira porta no banco de trás. Maldita porta que não me cabe. Aliás, o banco de trás, coisa que no Puma não existia, é praticamente figurativo já que depois de passar pela portinhola meu pé não coube direito atrás do banco do passageiro.

Uma vez sentado no banco do motorista a história é outra. Espaço de sobra, ótimo encaixe na poltrona, boa visão do que se passa do lado de fora e uma posição com pernas esticadas para alcançar os pedais. Coisa de carro de corrida. E de Puma.

Quando se liga o motor a gasolina de 1.6l com transmissão automática, o ronco é bonito. Barulho de carro que quer correr. Mas quando se acelera na rua, percebe-se que a propaganda é maior que a disposição do coreano. Ele é, na verdade, um carro de passeio comum (bem comum mesmo) com uma roupa de corrida.

E não é exatamente isso que o Puma é? Um Fusca, dos antigos, com uma cobertura de carro esportivo? Não foi à toa que me senti de volta num Volkswagen. A diferença é que no caso dos coreanos da Hyundai a promessa e o preço são de carrões, mas na prática o Veloster empolga mais pela imagem que passa do que pelo que realmente é.


Aliás, pouco tempo depois de ser lançado no Brasil, o cupê coreano passou maus bocados por conta de denúncias feitas por compradores e até por especialistas sobre a potência e tipo do motor serem diferentes do que havia sido divulgado antes e na hora da venda.

Bem, pelo pouco que acelerei, o Veloster me pareceu gritar mais que andar. Coisa que, neste caso, diferiu do Puma. O esportivo brasileiro da década de 70 gritava alto com seu motor 1600 de Fusca ou Kombi, mas a carcaça de fibra deixava o conjunto todo leve e o carro andava muito.

Mas ainda há outras semelhanças entre os dois. A suspensão dura e o freio a tambor são negativas. A boa dirigibilidade e estabilidade são características que agradam tanto em um quanto no outro.

Texto publicado originalmente no dia 6 de janeiro de 2013 na coluna Autonews do Jornal da Paraíba.

Carros têm venda recorde na Paraíba

As vendas de veículos de passeio e comerciais leves (tipo picape) registraram números recordes na Paraíba em 2012, segundo informou a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Com um total de 41,330 mil unidades comercializadas no ano passado, o Estado apresentou uma alta de 6,25% sobre o ano anterior (38,898 mil), variação atribuída por empresários do setor à redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) anunciado em maio do ano passado. O último recorde de vendas havia sido em 2010, quando a Paraíba somou 39,260 mil veículos vendidos. No país, a alta foi de 6,1%.

Além do IPI reduzido e dos novos modelos que chegaram ao mercado, o recorde é interpretado pelo diretor regional da Fenabrave-PB, Paulo Guedes, como reflexo da nova realidade dos consumidores paraibanos de outras classes sociais como, por exemplo, a classe C tem hoje maior capacidade financeira, o que permite a aquisição de veículos, "As classes A e B conseguem trocar de carro com mais frequência, comprando inclusive modelos de maior valor agregado”, justificou o diretor.

Para 2013, as expectativas são de altas vendas em virtude desse poder aquisitivo da população. “O mercado deve continuar com um ótimo desempenho este ano, até porque muitas concessionárias ainda estão com o estoque do ano passado, que seguem com o IPI reduzido”, completa Paulo Guedes.

Na concessionária Autovia ainda é possível encontrar alguns modelos com os preços de 2012, apesar da alta demanda do último mês. O gerente Fábio Moura diz que "dezembro foi o melhor mês do ano, porque além da redução total do IPI ainda contamos com o pagamento do 13° salário e estamos com alguns modelos que foram faturados até dezembro e se mantêm com os preços mais baixos”, contou, afirmando que 1,860 mil unidades foram vendidas na concessionária em 2012 sobre 1,490 mil no ano anterior (variação de 24,8%).

Segundo a Fenabrave-PB, o segmento de carros elevou 15,31% suas vendas em dezembro em relação ao mês anterior, saindo de 3,415 mil vendas e chegando a 3,938 mil. Já na comparação com o último mês de 2011 essa variação chegou a 13,29%, quando foram totalizadas 3,476 mil vendas de autos e comerciais leves.

Entre as marcas que alavancaram a procura no último ano estiveram a Fiat e a GM, que, com participações de 23% e 22,9%, respectivamente, disputaram o mercado paraibano carro a carro. “Nossa aposta é que 2013 traga resultados ainda melhores”, finalizou Fábio.

Segundo ainda o ranking da Fenabrave, a Volkswagen com 20,26% ficou na terceira posição e próximo às duas marcas líderes do mercado paraibano. Já as demais, como Ford (7,72%), Renault (6,50%), Toyota (4,29%), Nissan (3,89%), Hyundai (3,02%) e Honda (2,11%) completam a lista das concessionárias de maior representatividade em 2012.

O gerente da concessionária Brazmotors, Luciano Dantas, não pensa diferente.

“Estaremos com uma disponibilidade de modelos bem maior em 2013 e a expectativa é que isso motive ainda mais as vendas, que já foram acima do esperado no segundo semestre do ano passado”, comentou, apontando os meses de agosto e dezembro como os melhores em vendas no último ano.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Chevrolet mostra jipinho Trax

O novo utilitário compacto da Chevrolet, que será mostrado ao público pela primeira vez durante o salão de Paris, em setembro, na França, teve mais detalhes revelados essa semana. Previsto para ser lançado na Europa logo após o motorshow, o Trax é o possível concorrente do Ford EcoSport e do Renault Duster, caso seja confirmado pela montadora americana para o mercado brasileiro.

No continente europeu, o modelo, que possui a mesma plataforma do Sonic, poderá ser equipado com três opções de motor. Um 1.7 l turbo a diesel, com 130 cavalos de potência, além de outras duas a gasolina, 1.6 l e 1.4 l turbo. Nas versões mais potente, o SUV compacto conta com tração integral e transmissão automática de seis velocidades.

A pesar de vir substituir a Captiva, o jipinho é menor. O comprimento é de 4,248 m x 4,576 m, a largura é de 1,776 m x 1,850 m, e o entre-eixos, 2,555 m x 2,707 m. O Trax sairá da fábrica mexicana de San Luis Potosi e será vendido em cerca de 140 países. A expectativa é de que no Brasil use o motor o 1.8 16V Ecotec de 144 cv e as transmissões manual e automática do Cruze. O preço é estimado em R$ 70 mil.

Na Europa, o utilitário compacto será oferecido com três opções de motores, sendo dois a gasolina: 1.6 16V de 116 cv e 1.4i Turbo, de 142 cv e 20,4 kgfm. A versão diesel é 1.7 VCDI, de 132 cv. O Trax terá tração dianteira, mas será possível optar pela AWD. Entre os equipamentos de série estão freios ABS, seis airbags, controle de estabilidade e de tração, distribuição eletrônica de frenagem e sistema de arranque em aclives.

Ainda na Europa, o Trax receberá controle de estabilidade e tração, freios ABS com função EBD, sistema de arranque em aclives e seis airbags. O sistema multimídia MyLink (que inclui navegador, entrada USB, Bluetooth e comando de voz), assim como o controle de cruzeiro e o ar-condicionado automático estarão presentes nas configurações mais completas.

Texto publicado na edição de 19 de agosto de 2012 da coluna Autonews do Jornal da Paraíba.
Clique nas fotos para vê-las ampliadas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Etios começa a ser produzido em nova fábrica do Brasil

Desenvolvido para o mercado brasileiro, o novo Toyota Etios é o primeiro compacto da marca no Brasil. Os japoneses resolveram investir no filão de carro que mais vende por aqui e vão concorrer com os VW Gol, Fiat Uno e Nissan March, entre outros. O Etios terá dois tipos de motorização. A versão hatchback será equipada com propulsores de 1.3 e 1.5 flex, ambos com 16 válvulas. Já o sedã virá com o motor 1.5.

Segundo a Toyota, o modelo será oferecido com transmissão manual de cinco velocidades, que, em conjunto com os motores de última geração, proporcionarão excelente desempenho, dirigibilidade e um dos melhores índices de consumo de combustível da categoria.

De acordo com as informações divulgadas, a carroceria do compacto foi concebida seguindo os “rígidos padrões de qualidade da Toyota”. O Etios sairá de fábrica já equipado com freios ABS e airbag de série.

Esta semana a Toyota inaugurou uma nova fábrica em Sorocaba (SP), a terceira no Brasil. Ela será a responsável por fabricar o novo Etios custou, segundo a marca, U$ 600 milhões. A fábrica, aliás, já começa a produzir o Etios no mês de setembro.

A capacidade de produção inicial será de 70 mil veículos por ano e serão gerados 1.500 empregos diretos. E, segundo a marca, o aumento de produção será considerado de acordo com a demanda do mercado.

A nova unidade da Toyota do Brasil tem tamanho total de 3,7 milhões de metros quadrados e é a primeira do País desenvolvida totalmente com o conceito Ecofactory da Toyota, o mesmo utilizado na matriz, no Japão.




A metodologia consiste em reduzir anualmente a emissão de resíduos gerados, compostos orgânicos voláteis (VOCs) e emissões de CO2, (dióxido de carbono, o principal responsável pelo efeito estufa), além de reutilização das águas pluviais e preservação da área. 

Primeiro Etios
O primeiro Etios sedã será doado para a entidade não-governamental Associação Bom Pastor, ligada à Pastoral do Menor, que realiza trabalho de assistência a crianças carentes na cidade de Sorocaba (SP), como parte dos trabalhos beneficentes da Toyota.

Texto publicado originalmente na coluna Autonews do Jornal da Paraíba, em 12/08/2012.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Testando o Fiat Freemont

Carro de família. Esta é a melhor definição do Fiat Freemont, primeiro carro “nascido” da parceria entre a Fiat e a Chrysler. Nascido entre aspas porque na verdade ele é uma versão de um carro que já existia, o Dodge Journey. No entanto, o fato de não ser exatamente novo, não diminui suas qualidades.

Depois de passar um dia com um modelo emprestado pela Capital Fiat, concessionária de João Pessoa, foi possível perceber alguns prós e contras da SUV que é sucesso de vendas, sobretudo na sua versão de sete lugares. Os preços vão de R$ 85.190,00 a R$ 97.926,00 na loja local.

Começando com os “prós”, o Freemont é um carro alto, rodas de 17” e suspensão alta deixam os ocupantes bem longe do chão. Na primeira fileira de bancos, ocupadas pelo motorista e um passageiro, o conforto é total. As poltronas grandes e cheias de regulagens garantem uma boa postura.

A tecnologia embarcada também é um ponto positivo: conexão via Bluthooth, tela de LCD no painel com várias informações do computador de bordo e outra com touchscreen no console central que controla o ar-condicionado digital, as luzes do internas, a conexão com aparelhos de som ou celulares, entre outros.

Mas o ponto alto do Freemont é a presença de porta-trecos sob bancos, nas portas, no painel e no teto. Há ainda, junto do espelho retrovisor interno um outro espelho para que o motorista possa ficar de olho no que se passa nos bancos traseiros sem precisar olhar para trás.

Repare que entre as melhores características da SUV não há grandes segredos, mas são “ferramentas” muito úteis para um carro que leva uma família inteira. E uma solução que me agradou em especial foi o fato de os bancos traseiros terem um acento que pode ser elevado, simulando uma cadeirinha para crianças pequenas. O que mostra como os desenvolvedores deste veículo pensaram em como resolver pequenos problemas de um carro familiar.

Outra qualidade que fica muito clara é a facilidade com que os bancos podem ser rebatidos. Por serem bipartidos, permitem 32 opções de travamento. Assim, o carro que pode ter até sete lugares, pode também virar uma caminhonete com quase todo espaço interno disponível para carga.

Mas chegou a hora dos pontos negativos, e o Freemont tem alguns. A começar pelo motor 2.4l de 16v, quatro cilindros e câmbio de apenas quatro marchas. O motor além de pequeno para os quase cinco metros de comprimento e quase duas toneladas, tem poucas marchas e acaba sempre esticando a aceleração em cada uma delas. Aliás, em alguns momentos a alta rotação do motor antes da mudança de marcha chegou a assustar. O que torna o carro, que aceita apenas gasolina, pouco econômico.

Outro efeito desta “incompatibilidade” entre o motor e o carro é ainda ainda mais frustrante para o motorista desavisado. O Freemont não responde ao pisar forte do acelerador. Ou melhor, responde sonoramente, com o motor gritando, mas isso não se converte em aceleração real. A fábrica diz que a SUV faz de 0-100km/h em 13,6s, mas durante o curto test drive isso não se concretizou.





Texto publicado originalmente em 5 de agosto de 2012 da Coluna Autonews do Jornal da Paraíba.

sábado, 16 de junho de 2012

Land Rover Freelander 2012 está mais eficiente e ainda com opção a diesel

Se você pode ter um Land Rover não há sentido escolher outra marca. Essa frase, com forte apelo comercial, traduz o diferencial de ter um veículo que une tradição com tecnologia de ponta, sofisticação com conforto, potência com segurança, e tudo isso numa marca líder no segmento premium de veículos de luxo. Entre um gama de opções, um dos veículos da família Land Rover, o Freelander 2 tem um quê de especial, pois grande parte dos clientes que optam pela marca britânica começa adquirindo um Freelander, que se tornou um grande sucesso de vendas da Land Rover no Brasil desde sua apresentação ao público em 2007. E a versão 2012 do Freelander 2 traz várias inovações e ainda a opção de motor diesel, tudo isso com ampla autonomia, torque elevado e extremo conforto.

Com 2.2 litros e 190 cavalos de potência, a linha 2012 do Freelander 2 tem design exterior com detalhes cromados na tampa do porta-malas, para-choque dianteiro arrojado, além de rodas de 18 ou 19 polegadas com design esportivo. O interior Premium traz bancos em couro com opção de regulagem elétrica, teto solar, controles de inúmeras funções no volante e acabamento impecável. Extremamente silencioso e eficiente, o motor 2.2 diesel SD4 do Freelander 2 desenvolve 190 cavalos de potência e 420 Nm de torque. O propulsor possui um turbo compressor de geometria variável, que otimiza consideravelmente seu desempenho. Desenvolvido especialmente para o propulsor, esse turbo compressor tem um sistema de refrigeração a água, que lhe permite funcionar em temperaturas extremamente elevadas, além de proporcionar mais potência e torque.

O motor é dotado do sistema common rail de injeção de combustível, com injetores de elevada velocidade e com máxima otimização no processo de combustão. O veículo ainda é equipado com o Sistema Inteligente de Gestão de Potência (IPMS) que utiliza a energia cinética gerada pelas frenagens como fonte de energia para o carregamento da bateria, dispensando a utilização de combustível para tal. Um sistema de sensores posicionado no coletor de escape permite o monitoramento extremamente preciso da temperatura interna do turbo compressor, o que proporciona maior eficiência do turbo, menor consumo de combustível, sem que seu desempenho e robustez sejam comprometidos. Tudo isso permite níveis de consumo extremamente baixos e ampla autonomia, que pode chegar a até 972 quilômetros com um tanque de diesel.

sábado, 9 de junho de 2012

Vendas de carros sobem 22% em maio

Hallita Avelar
Do Jornal da Paraíba


A recente redução do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) já surtiu efeito nas vendas das concessionárias paraibanas.

Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram comercializados 7,604 mil veículos novos no mês passado na Paraíba, alta de 22,2% das vendas se comparado a abril deste ano, quando a soma vendida atingiu 6,219 mil veículos.

A medida adotada pelo governo federal entrou em vigor no dia 22 de maio e em menos de dez dias já elevou as vendas nas concessionárias do Estado. A redução do IPI tem como objetivo reaquecer o setor automotivo e zerar o estoque das montadoras.

O preço foi reduzido, em média, em 10%.

O gerente da concessionária Autovia, Fábio Moura, comemora o sucesso nas vendas e ainda prevê um crescimento de 30% na comercialização até o dia 31 de agosto, quando ocorre a revisão do IPI. “Tivemos um aumento de 30% a 40% só no comparativo de abril para maio. A procura está muito grande por toda a linha, mas em especial por carros 1.0 e 1.4”, afirmou.

Na Brazmotors, em João Pessoa, o perfil dos veículos mais vendidos é o mesmo e as expectativas para os próximos meses são as melhores possíveis. “Conseguimos um aumento de 10% de abril para maio. Nossas perspectivas são de resultados ainda melhores em junho e julho, chegando aos 20%”, esclareceu o gerente Luciano Dantas.

A taxa de crescimento da Paraíba ficou bem acima da média registrada nacionalmente. O número de veículos vendidos em todo o país no mês de maio foi de 455,122 mil unidades, enquanto em abril 406,479 mil comercializações foram registradas, havendo aí uma alta de 11,9% nas vendas. Apesar disso, em comparação a maio do ano passado, quando o comércio de veículos chegou a 507.209 unidades, foi constatada uma queda de 10,27%.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Paraíba pode ganhar 1ª montadora

Demócrito Garcia
Do Jornal da Paraíba

A Paraíba deverá ganhar a primeira montadora de veículos em pouco mais de dois anos. A informação foi confirmada ontem pelo gestor do Grupo Caoa, Breno Landim. O investimento previsto será de US$ 600 milhões e a estimativa inicial da empresa é que deve gerar cerca de 20 mil novos empregos diretos e indiretos com o novo empreendimento.

A marca da montadora que irá se instalar na Paraíba não foi revelada pelo gestor do grupo. A empresa, no entanto, possui contratos com a Ford, a coreana Hyundai e a japonesa Subaru, entre outros empreendimentos. “Iremos anunciar o nome da montadora no momento apropriado, mas não antes de deixar tudo acertado”, revelou Breno.

O Grupo Caoa, desde o último sábado, vem divulgando em comercial na televisão que vai instalar uma fábrica na Paraíba da marca Hyundai.

O local de instalação da montadora ainda é objeto de definição do grupo, segundo Breno Landim. “O estudo inicial é para que a empresa fosse implantada na cidade de Alhandra. Mas o doutor Carlos Alberto (fundador e presidente do grupo Caoa) quer levar a fábrica para Campina Grande”, detalha.

A instalação da montadora da Paraíba será a segunda do grupo no país. Em 2007, a Caoa inaugurou a unidade fabril da Hyundai do Brasil, em Anápolis, Goiás. A instalação de uma empresa deste porte na Paraíba representará um crescimento para todo Estado, de acordo com o gestor do grupo. “A projeção da economia paraibana será percebida em todos os setores da economia”, diz Breno.

Com a construção da nova fábrica, o grupo deverá ampliar sua rede de funcionários, que hoje é superior a 40 mil empregados. A Caoa começou como uma concessionária Ford em Campina Grande e ao longo dos 33 anos, já investiu mais de R$ 60 milhões na Paraíba.

A empresa é a maior revendedora Ford da América Latina e também importadora e distribuidora das marcas Subaru e Hyundai no país. Entre 2010 e 2011, o grupo registrou crescimento de 40%.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Peugeot 508 chega ao Brasil

Chegou ao mercado brasileiro o 508, o sedã grande da Peugeot. Com esse novo modelo, a marca volta a atuar de maneira forte no segmento D, que cresceu mais de 50% em 2011. Em seu motor, o 508 recebe o powertrain que equipa o crossover 3008 e o cupê esportivo RCZ, com 165cv de potência. Referência em tecnologia, o motor Turbo High Pressure (THP), fabricado com bloco em alumínio, é leve e foi desenvolvido em cooperação com a BMW. O modelo custa R$ 119.990,00.

Atrelada a essa motorização, o veículo dispõe de uma caixa automática sequencial de seis
velocidades. Trabalhando sempre com o melhor regime de rotação do motor, ela permite uma
rápida e suave troca de marchas, contribuindo em boa parte ao grande prazer de condução
proporcionado pelo modelo. Essa comodidade é ampliada pela presença do paddle shift, dispositivo localizado atrás do volante que possibilita a mudança sequencial de marchas.

Outro fator importante na caixa automática é que o conversor de torque utilizado também é
pilotado (elemento responsável pela ligação entre o motor e a caixa), proporcionando uma condição de tráfego mais seguro principalmente em reduções de marcha.

Neste tipo de conversor, uma embreagem interna efetua a ligação mecânica entre o motor e a caixa, gerando o dito efeito de "freio motor". Assim, o condutor tem a mesma sensação de um carro equipado com caixa de velocidades mecânica: ao retirar o pé do pedal do acelerador, o veículo "freia" pelo motor. Por conseqüência, há maior economia de combustível, visto que o bloco, nestas condições, não injeta uma gota sequer de gasolina para ser queimada, e também economia de freios, pois o condutor utiliza uma energia que estaria então sendo desperdiçada.

A direção eletro-hidráulica variável permite uma adaptação permanente do esforço a ser realizado, além de facilitar as manobras em baixas velocidades. Todas as versões do 508 contam com ESP de última geração, que integra controle dinâmico de estabilidade (CDS), assistência a frenagem de urgência (AFU) e repartidor eletrônico de frenagem (REF).

Incorpora, ainda, o Hill Assist (assistência para saídas em rampa) e controle de tração inteligente que proporciona um melhor arranque ao veículo e desempenho otimizado em pisos de baixa aderência, permitindo o deslizamento das rodas dianteiras em maior ou menor grau.

O 508 se beneficia de um elevado nível de segurança primária, em função de sua estabilidade e também pela adoção de equipamentos específicos (Head Up Display, faróis direcionais bi-xenon, faróis anti-neblina com iluminação estática, entre outros). O modelo é equipado com dois airbags frontais, dois airbags laterais dianteiros, dois airbags do tipo cortina, cinco cintos de segurança de três pontos de ancoragem (com pré-tensionadores pirotécnicos e limitadores de esforço para os lugares dianteiros e laterais traseiros) e duas ancoragens Isofix de três pontos nos lugares laterais traseiros.


O 508 será comercializado em versão única de acabamento e com quatro opções de cores (Branco Nacré, Preto perla nera, Cinza alumínio e Cinza Haria). O modelo é produzido em Rennes-La-Janais, na França, e em Wuhan, na China.

O universo na qual se enquadra o 508 traz tecnologia e uma ampla lista de equipamentos high-tech como: Head Up Display colorido – com informações projetadas numa lâmina translúcida localizada atrás do painel de instrumentos e a Central Multimídia WIP NAV com tela de sete polegadas colorida que oferece uma vista em perspectiva encontra-se integrada ao painel central.

O sistema é também equipado com leitor de CD compatível com MP3, conexão USB e entrada
auxiliar localizados dentro do console central e Bluetooth® para chamadas (quando o usuário dispõe de um telefone com esta característica), que transporta o catálogo de endereços do celular para a tela do carro.

Este texto foi publicado originalmente na coluna Auto News do Jornal da Paraíba do dia 3 de junho de 2012.

domingo, 27 de maio de 2012

Grand Cherokee é o SUV grande de luxo mais vendido

Parece que a máxima de que “não há obstáculo que um Jeep não possa superar” da Jeep Grand Cherokee é verdade. Essa semana a marca assumiu no acumulado do ano a liderança de vendas entre os utilitários-esportivos de luxo de grande porte no Brasil. O modelo tem preços a partir de R$ 174.900,00, com valor base São Paulo.

Para tanto, o modelo topo de linha da marca teve de passar por cima de barreiras como o aumento do IPI para os veículos importados e concorrentes de peso, como os carros da família Land Rover.

De janeiro a abril de 2012, o Jeep Grand Cherokee teve 512 unidades comercializadas no país. Seu rival mais próximo ficou bem para trás, com 374 exemplares. Dentro da categoria de SUVs premium full-size, o market-share foi de 21%, dez pontos percentuais a mais do que a fatia obtida no mesmo período de 2011.

Lançada há pouco mais de um ano no Brasil, a nova geração do Jeep Grand Cherokee se destaca por várias razões. “A começar pelo moderno motor Pentastar V6 de 286 cv que oferece muito desempenho com suavidade e eficiência”, afirma Luiz Tambor, gerente de Marketing e Vendas do Chrysler Group do Brasil.

O nível de equipamentos é outro ponto alto do Grand Cherokee. “Entre os recursos de entretenimento do sistema MyGIG, controlado por tela sensível ao toque, há dez alto-falantes, sendo um subwoofer, som surround Matrix e HD de 30 GB, para armazenar mais de 4 mil músicas”, disse o executivo. Além disso, há entradas auxiliar e USB e leitor de DVD além de, na versão Limited, um LCD de 10” para os passageiros de trás.

“Tudo isso é completado pela já lendária capacidade off-road, garantida pelo know-how imbatível da Jeep e pela tecnologia da tração integral Quadra-Trac II com o controle de tração Selec-Terrain, que permite ao motorista adaptar o veículo para o tipo de condução: esportiva, voltada para o asfalto, areia ou lama, pedra ou até neve”, diz Tambor.

Para Tambor, não surpreende o fato de o novo Jeep Grand Cherokee ter conquistado mais de 80 prêmios ao redor do mundo, em pouco mais de um ano. Somando os títulos recebidos desde a primeira geração, de 1992, trata-se do utilitário-esportivo mais agraciado de todos os tempos.

Texto publicado originalmente na coluna Auto News do Jornal da Paraíba de 27 de maio de 2012.

domingo, 20 de maio de 2012

Mitsubishi amplia linha da Pajero Dakar

Há um ano saía da linha de produção de Catalão (GO) a primeira Pajero Dakar produzida no Brasil. Era a versão HPE top de linha, de sete lugares, oferecida com motor Flex e Diesel. Para ampliar a gama de produtos, poucos meses depois foi lançada a versão com câmbio manual e cinco lugares. Hoje os preços da Dakar vão dos R$ 129.990,00 aos R$ 151.990,00.

Agora, completando a linha de produtos a Mitsubishi Motors do Brasil lança o Pajero Dakar Diesel na versão automática. Com cinco lugares, espaço interno, tecnologia embarcada e segurança, este SUV promete ser sucesso.

Com quatro cilindros em linha, o motor diesel de 3,2 litros e 16 válvulas, tem potência de 170 cv a 3.500 rpm e torque de 35 kgf.m a 2.000 rpm. O sistema de alimentação é por injeção eletrônica direta common-rail, turbocompressor e intercooler.

A alta tecnologia dos motores Mitsubishi faz com que o Pajero Dakar tenha baixos índices de vibração e ruído (NVH) e menor emissão de poluentes, já adequados a nova norma Proconve L6 (PL6).

O câmbio automático é dotado do moderno sistema INVECS-II (Intelligent & Innovative Vehicles Electronic Control System) de quatro velocidades. A caixa de transmissão analisa e reúne as informações do modo de dirigir do motorista, e se adapta automaticamente para tornar a experiência de dirigir ainda mais agradável.

O Pajero Dakar também pode ser conduzido no modo sequencial Sports Mode, onde o motorista opta pela troca de marchas, proporcionando uma sensação mais esportiva ao dirigir.

Como em toda a linha, o nome "Dakar" foi escolhido para comemorar os 12 títulos da Mitsubishi no maior rali do mundo, confirmando o que a marca chama de DNA 4x4. O sistema Easy Select 4WD faz o Pajero Dakar rodar na cidade, estrada e nos mais diversos tipos de terreno sem problemas.

O sistema de tração tem três modos distintos de atuação: 4x2 - somente tração traseira, recomendado para uso urbano/rodovias e se traduz em economia de combustível e menor nível de ruído, 4x4 - tração nas quatro rodas, ideal para pistas de baixa aderência, como terra, areia, cascalho, lama etc. e a 4x4 com reduzida - indicada para uso em situações em que se faz necessário força total, como a transposição de obstáculos.

Com exceção da reduzida, é possível fazer a troca da tração com o veículo em movimento, rodando em velocidade de até 100 km/h.

A suspensão dianteira é independente, com braços triangulares duplos, amortecedores hidráulicos, molas helicoidais e barra estabilizadora. Já a traseira é 3-link, com amortecedores hidráulicos, molas helicoidais e barra estabilizadora.

Publicado originalmente na coluna Autonews do Jornal da Paraíba de 20 de maio de 2012.
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